Parque Nacional de Sete Cidades - PI
O Parque já foi o fundo de um grande mar. Mas o mar recuou. Ficaram as pedras. Há 190 milhões de anos o que eram pedras começaram a se tornar cidades. E foram uma a uma construídas pelo vento, chuvas, o frio e o calor até que surgiram sete, as Sete Cidades de Pedra.
O cenário das Sete Cidades de Pedra excita, transpira enigma, contêm magnetismo, provoca surpresas e atiça a imaginação. Das 8 às 17hs, horário de visitas, faça o melhor proveito. Também pode permanecer no Parque, na pousada, ou hospedar-se em um Hotel Fazenda a menos de 300 metros da entrada principal.
O parque tem 6.221 hectares de área e seu contorno total é de 36 Km. As trilhas internas, liberadas para o trânsito de turistas, somam cerca de 15 Km. O que mais chama atenção logo se vê. São esculturas gigantes, muitas com formas imediatamente reconhecíveis. Outras nem tanto. Algumas só com especial paciência e atenção, com dia, hora e minutos marcados. Deve haver inúmeras formas e criaturas com as faces ainda encobertas por bromélias, escondidas, invisíveis aos olhares superficiais.
Cada uma das cidades tem seu acervo de arte natural. Na Segunda Cidade há um mirante rochoso, a 82 metros de altura, que oferece 360 graus de visual. Uma visita de 6 horas a Sete Cidades, com veículo, proporciona uma visão geral. Conhecer mesmo, a pé, contemplando, percebendo detalhes, leva cerca de 5 dias. Ou uma vida inteira. De qualquer modo, só é permitido circular no Parque acompanhado por um guia credenciado pelo IBAMA, que administra o Parque.
Pedras não são as únicas atrações de Sete Cidades. O Parque fica na região do Cerrado. Tem flora (pequi, tucum, murici, jatobá, caju, faveira, araticum, etc.) e fauna (paca, raposa, tatu, jaguatirica, onça suçuarana, gato maracajá, iguana, veado, mocó, seriema, jacu, periquito, etc.) que se mostra com maior ou menor timidez dependendo do clima, quer dizer, se é temporada das chuvas (janeiro a maio) ou da seca.
A superfície das rochas em Sete Cidades parece uma grande tela. A Natureza usa o seu pincel, espalhando líquens (uma simbiose entre algas e fungos) nos lugares mais improváveis, tingindo as pedras com variações de cor onde destacam-se o verde, cinza, alaranjado, grafite e marrom. Essas pinturas espontâneas e naturais revelam textura ao toque e seus contornos são irregulares. Mas há outros artistas pintores.
Também decoram paredões e abrigos rochosos do Parque, centenas, milhares de inscrições (pinturas) rupestres, datadas de mais de cinco mil anos. Embora predomine um tom pastel vermelho-ocre, as pinturas têm variados temas, reproduzindo formas reconhecíveis, abstratas ou de significado ainda indecifrável. A origem é polêmica: foram deixadas por povos indígenas da América ou exploradores de outros continentes, como os fenícios, vindos da Síria há 3 ou 4 mil anos.

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